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Segundo encontro histórico ferroviário e de ferreomodelismo de Bauru - SP 2009

Luciano Marcassa


Prezados amigos, começar esta matéria não foi algo fácil e só depois de alguns depoimentos, e-mails, fotos e release resolvi escrever nossa jornada até a cidade de Bauru.

Nossa ida começou por volta das 07h30min da manhã do dia 17 de outubro, da cidade de Bebedouro até Bauru, um trecho de 230 quilômetros. Nada difícil perante a grandiosidade que o evento prometia ser.
Após anos percorrendo vários trechos de ferrovia, deparei-me com uma das maiores estações ferroviárias do Brasil, a da cidade de Bauru – SP, que segundo consta, é a terceira maior, atrás da Central do Brasil no Rio de Janeiro e da Estação da Luz em São Paulo. Parece-me que na época havia e ainda há um entroncamento da CP, da Sorocabana e da NOB, que depois virou FEPASA e RFFSA (corrijam-me se eu estiver errado). Foi a primeira vez em minha vida que fui até lá para conferir uma enormidade de pátio ferroviário. A Estação é gigantesca e o local em que ocupa na cidade (final de uma das principais avenidas), meu amigo, na época era muito, mais muito mais importante que qualquer aeroporto no interior do Brasil, devido ao seu tamanho e imponência.

Ao chegar ao estacionamento privado do local do evento, por sinal, muito bem organizado, pudemos apreciar em loco a preciosidade da antiga locomotiva a vapor chamada de Maria Fumaça, muito conservada junto com seus dois fiéis escudeiros carros de passageiros da antiga NOB, utilizada para fazer passeios turísticos aos finais de semana a todos seus visitantes, o que é de dar inveja a qualquer associação de ferreomodelismo daqui do Estado de São Paulo.

No local do acontecimento pude conferir a organização. Antes da abertura oficial, fizemos uma ronda por lá para ver os atrativos. De entrada encontramos as lanchonetes, algo muito importante para mais tarde, uma vez que o calor era demais. Depois, chegamos ao hall de entrada da estação, que condiz com o que falei de sua importância, logo após uma exposição de fotos ferroviárias realizada por nosso amigo e sócio Antônio Sérgio Britto, fanático por ferrovias. E por falar em fanatismo por ferreomodelismo, deparei-me com um dos maiores construtores de locomotivas em latão na escala HO, o Sr. Rômulo, defronte à exposição de dioramas e composições, onde bem ao lado, encontra-se o grande Museu dos Ferroviários que deu origem ao nosso tão querido museu dos ferroviários “Osvaldo Schiavon” em Bebedouro. Se não fosse a ajuda do pessoal de Bauru, talvez não o tivéssemos aqui em Bebedouro. Continuando com nossas andanças, deparei-me com um museu à parte, o de Material Rodante, simplesmente, uma Vanderleia, uma V-8, Carros de Passageiros e lá no final da composição uma Russa, a maior de todas as locomotivas elétricas do Brasil. Pena que acabaram com tudo!

Seguindo em frente encontramos lojas montadas de ferreomodelismo e uma graciosa surpresa, a presença do Leonel, a FERLEO para os íntimos da cidade de Ribeirão Preto, para dar suas palestras, passeios e cursos sobre logística e turismo na ferrovia, sendo um dos maiores construtores de ferrovias em escala na região.

Após deparar-me com vários amigos, discurso de abertura, solenidades, parafernálias, localizei o quartel general da APFFB (Associação de preservação ferroviária e de ferreomodelismo de Bauru), onde se vendiam camisetas e vagões comemorativos para os visitantes, bem como confeccionavam certificados de participação a todos os ferreomodelistas que por lá passavam. Teve um amigo meu que gastou uma grana fantástica somente com artigos voltados a ferreomodelismo neste evento, mas na hora de pagar a conta na lanchonete, galera, foi difícil receber.

Após percorrer este longo trecho de lojas e stands, encontramos o pessoal de São Carlos e Araraquara, a GRUSCFER e a AFA, com as maquetes expostas e um grande número de visitantes procurando saber como funcionavam, se era a pilha ou a energia elétrica. Para nós, uma lástima, mas para leigos, uma simples pergunta, uma vez que esta geração ainda se prende ao Ferrorama.

Muito foi falado sobre ferreomodelismo e memória ferroviária e foi uma pena minha esposa e eu não pudermos ficar até os domingo dia 18, pois tínhamos compromissos familiares. Pra bem da verdade, a esposa estava brava, portanto foi melhor encarar os 230 quilômetros de volta que tínhamos a percorrer até Bebedouro, porém, sem antes apreciarmos aquela famosa cerveja na lanchonete que meu amigo negou-se a pagar. Latas e muitas latas mais tarde, rumamos de volta a Bebedouro com a patroa ao volante, deixando o domingo em Bauru para trás, porém felizes, pois fiquei sabendo que além de apresentação teatral revivendo os áureos tempos de nossa saudosa ferrovia, o público que por lá passou, deixou sua marca.

Portanto, aos meus amigos de Bauru, principalmente à pessoa do Sr. Ricardo Bagnato, organizador deste tão honroso e perfeito evento e a toda turma que de alguma forma o ajudou a preparar esta grandiosidade, deixo o meu sincero agradecimento pelo convite.

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