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Encontro Japi Aerofest
No dia 24 de janeiro de 2009, no Clube de Modelismo Asas do Japi (CMAJ), realizou-se um grande encontro de modelistas da região. O encontro chamado de Japi Aerofest trouxe cerca de quinhentas pessoas entre aeromodelistas e apaixonados pelo hobby.

Diversas pessoas que caminhavam na estrada da Serra do Japi entraram no Clube e presenciaram um festival de voos e manobras. O Clube fica localizado ao lado da Reserva da Serra do Japi na cidade de Jundiaí a 60 km da capital e tem uma completa estrutura para a prática do aeromodelismo em todas as suas variantes. A pista asfaltada possui 220 metros de comprimento por 12 de largura. Ideal para voos de aeromodelos grandes ou muito velozes. Nas bordas da pista um gramado muito bem cuidado e com 10 metros de largura promete a alegria dos pilotos de planadores.
Os modelos e seus pilotos ficam protegidos das intempéries por dois boxes cobertos com mesas para acertos mecânicos e tomadas elétricas para a carga de baterias. Enquanto os visitantes apreciam os voos e manobras com tranquilidade e segurança em uma lanchonete protegida por telas.
O dia amanheceu cinzento. Na hora em que a pista foi aberta, por volta das 9 horas da manhã, o sol apareceu e deu sinais que o clima prometia ser bom para os voos.Com o passar das horas o sol foi mostrando sua força. E quem usou o protetor solar saiu ganhando.

Encontro

O encontro foi idealizado para promover a confraternização dos sócios com os amigos que voam em clubes da região. Vários detalhes foram considerados, desde a segurança de voo até alimentação do público. Todos que lá estiveram ficaram satisfeitos e nenhum incidente fora registrado.
O controle de freqüências foi perfeitamente conduzido pela diretoria. Todos os transmissores foram recolhidos e identificados (inclusive os 2,4 GHz) proporcionando uma segurança no nível dos melhores eventos nacionais. Todos os pilotos e seus mecânicos receberam identificação de segurança no pulso. Os sorrisos estampados revelavam o espírito de camaradagem e cortesia entre os participantes.

Participantes e seus modelos

Estiveram presentes no encontro, além dos associados do CMAJ, o Grupo de Aeromodelismo do Parque da Cidade (GAPC) de Jundiaí, a União Vinhedense de Aeromodelismo (UVA), o Clube de Aeromodelismo de Itatiba (CAITA) além de representantes do clube de Sumaré e de diversos grupos de São Paulo.
Entre os mais de cem modelos no hangar, uns chamavam mais atenção pelo tamanho, beleza, tecnologia ou exclusividade. Podemos citar os modelos Extra 300 e Edge com motor a gasolina, um belo Decathlon com motor elétrico de 4 HP, um bimotor B17 em escala extremamente detalhado, os jatos elétricos F-5 e F-18, alguns modelos F3A tanto elétricos quanto a combustão, diversos modelos do velho e bom Stick com motorizações glow, gasolina e elétrica e uma infinidade de modelos park flier com motores elétricos.

Os dois aviões Escola do Clube fizeram muito sucesso com a garotada que fez fila para aprender os comandos básicos de voo. Os instrutores revezaram-se por mais de 2 horas de aula para os vinte e três alunos que tiveram contato com um aeromodelo pela primeira vez.

Voo dos paraquedas de controle remoto

O público presente vibrou muito com os paraquedistas rádio controlado que foram lançados a grande altura por aviões modificados. Em especial, a paraquedista Sabrina levada pelo avião da equipe Pró-Br. Com seu paraquedas em escala, que tem todos os comandos de um paraquedas real, ela pousou certeiramente nas mãos de seu piloto no solo.

Voo em primeira pessoa – FPV

O público pode acompanhar de perto um voo em primeira pessoa (FPV) realizado pelo Comandante Magneto. As imagens geradas pela câmera instalada no aeromodelo Mentor foram transmitidas para uma central no solo. A antena da central é autodirigida e se move de acordo com a posição do avião. A central no solo transmitiu as imagens através de um segundo link sem fio para o projetor de um telão montado na área coberta. Durante aproximadamente dez minutos o público pôde acompanhar o voo e as imagens com a narração simultânea do próprio piloto que explicou a leitura de cada instrumento de navegação como altitude, distância, ângulo relativo, velocidade, informações de consumo da bateria, etc. O uso do telão permitiu ao público visualizar as imagens geradas pelo aeromodelo, mesmo quando este estava quase imperceptível a olho nu, a mais de 500 m de distância.
A visão em primeira pessoa, ou FPV em inglês, é uma modalidade que vem crescendo a cada dia no aeromodelismo e se caracteriza por pilotar o aeromodelo utilizando-se apenas das imagens captadas pela câmera a bordo do avião. O envio das imagens de voo exige um transmissor especial no avião e um receptor na central em solo. O piloto visualiza e comanda o avião através de óculos especiais ou pela tela de um monitor. A posição, velocidade, altitude e demais informações do aeromodelo são constantemente monitoradas por um sistema de navegação GPS instalado no avião.
O Comandante Magneto pilotou também uma plataforma de voo com seis motores conhecida como Hexacóptero. O engenho voa como um helicóptero, mas com muito mais estabilidade. O Hexa, como é normalmente chamado no Clube, é hoje o estado da arte em tecnologia no aeromodelismo, pois reúne sistema de navegação aprimorado com giroscópios, GPS, bússola digital, computador de bordo, transmissor de vídeo, câmera fotográfica, sistema de força redundante, etc. Com tudo isto a bordo o Hexa ainda conta com uma capacidade de carga útil de 1 kg.

Voo de jatos elétricos

No início da tarde foi aberta uma janela para o voo simultâneo de dois jatos com turbinas elétricas da equipe Hobbyfly. São modelos que chamam a atenção pelo realismo no solo e no ar, além de muito bonitos e velozes.
Em um jato elétrico, todos os componentes são exigidos em sua plenitude. Para executar um voo acima de 150 km/h muita potência é extraída das baterias de lithium. Nesses aviões a potência máxima chega a quase 800 watts. A motorização elétrica de alto desempenho permite que as turbinas atinjam até 50 mil rotações por minuto. Tanta energia exige rotores e pás com compostos reforçados por fibra de carbono.

Os dois jatos tinham insígnias militares, um modelo do F-5 com as cores da Base Aérea da FAB em Canoas-RS e o outro um F-18 com as cores da Marinha dos EUA (US Navy). O F-5 taxiou até a cabeceira da pista e decolou depois de uma rápida corrida. Foi imediatamente seguido pelo F-18 que decolou com o auxílio de uma catapulta montada na grama, simulando o lançamento de um porta-aviões. Os dois modelos fizeram várias passagens rápidas sobre a pista tirando o fôlego do público presente.

Manobras radicais

Quando a equipe Yang de modelismo iniciou os voos de seus modelos Extra 300 com motores a gasolina, todos puderam apreciar uma extensa gama de manobras executadas com perfeição. Podemos citar hammer heads, harrier, torque roll, facas, loopings, rasantes, dorso, rolls etc. Os aviões possuíam potentes motores a gasolina com até 50 cilindradas (centímetros cúbicos). Girando hélices de madeira com até 22 polegadas a 8 mil rotações por minutos o som que estes motores geram é uma atração à parte.

Finalização

Chegava ao final um domingo especial. Preparado com muito cuidado pela diretoria do CMAJ para que todos se divertissem com segurança e conforto. O melhor da festa, sem dúvidas, foi o ambiente de confraternização entre os participantes que foram agraciados com um visual esplendido da Mata Atlântica da Reserva da Serra do Japi ao fundo.
Nos próximos meses o Clube está planejando outros encontros nos moldes do Japi Aerofest, fica o convite para uma visita.


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