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Equipes brasileiras conquistaram, ainda, o terceiro e quarto lugares
na SAE Aerodesign East
Competition, encerrada neste
domingo, na Geórgia
São Paulo, 21 de abril de 2008 – A equipe Car-Kará
Open, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, consagrou-se neste
domingo (20) campeã pela Classe Aberta na SAE Aerodesign East Competition,
realizada no Cobb County Radio Control Modeler's Club, em Marietta, estado de
Geórgia, Estados Unidos. As outras duas equipes brasileiras que disputaram a
competição - a equipe Cefast, do Centro Federal de Educação Tecnológica
(Cefet); de Minas Gerais; e a equipe EESC-USP, da Escola de Engenharia de São
Carlos da Universidade de São Paulo/USP -, ficaram em terceiro e quarto
lugares, respectivamente.
Realizada pela SAE International e com um total de 58 equipes
inscritas, a SAE Aerodesign East Competition teve início no dia 18,
sexta-feira, e representaram instituições de ensino, também, dos Estados
Unidos, Canadá, Polônia, Venezuela e Índia. Com o excelente resultado, o Brasil
consagrou-se tricampeão pela Classe Aberta, uma posição já alcançada na Classe
Regular.
Na Geórgia, os aviões em escala reduzida e radiocontrolados,
dos estudantes, foram submetidos a sucessivas baterias de testes, que
resultaram, ainda, troféus de Melhor Projeto (Relatório + Apresentação) para a
equipe EESC-USP, e Maior Peso Carregado para a equipe Cefast. O avião da equipe
Cefast pesava 3 kg e conseguiu concluir a sétima bateria de vôo ao carregar 11.59 kg.
Campeã pela Classe Regular na competição brasileira, a equipe
Cefast também recebeu o troféu Itinerante, prêmio que pelo quinto ano é
concedido para uma equipe do Brasil. O troféu percorre o mundo e é reservado à
Classe Regular. A equipe mineira, ainda, apresentou o segundo Melhor Projeto
(Relatório + Apresentação) da Classe Regular na SAE Aerodesign East
Competition.
Já a equipe Car-Kará Open apresentou o segundo Melhor Projeto
(Relatório + Apresentação) da Classe Aberta, entre sete equipes da categoria
que compareceram à competição, ao apresentar um avião com 5 m de envergadura, 7,45 kg e capacidade de
transportar carga de até 25 kg.
A aeronave conseguiu transportar 17,53 kg.
Rajadas de vento, topografia com muitos declives e presença
de árvores ao redor do local da Prova de Vôo diminuíram a capacidade
de carregamento de carga dos aviões, todos projetados e construídos por
estudantes de engenharia e desafiados a realizar 9 baterias de vôo.
As três equipes ganharam o direito de representar o Brasil na
East Competition após conquistarem as melhores colocações na IX Competição SAE
BRASIL AeroDesign, realizada em 2007 em São Paulo.
Pódio permanente – O Brasil coleciona excelentes resultados
na competição internacional. Pela Classe Regular, em 2007, a equipe Uirá, da
Universidade Federal de Itajubá, ficou com a terceira colocação. Em 2006, a equipe ALE-UFMG, da
Universidade Federal de Minas Gerais, e a equipe Tucano, da Universidade
Federal de Uberlândia, foram respectivamente campeã e vice. Em 2005, o Brasil
foi campeão e vice na categoria com as equipes Car-Kará e Canarinho, esta
última da Unesp Bauru. Já em 2002, foi campeão com a equipe
Hércules/Abaquaraçu, da Escola de Engenharia de São Carlos da USP.
Na Classe Aberta, a equipe EESC-USP OPEN, da Escola de
Engenharia de São Carlos da USP, consagrou-se, em 2006 e 2007, campeã da
competição norte-americana pela Classe Aberta; e em 2004, a equipe Car-Kará, da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte, estreou as boas colocações
brasileiras na Competição, quando garantiu o terceiro lugar na categoria.
No Brasil, o Projeto AeroDesign é uma iniciativa da Seção São
José dos Campos da SAE BRASIL, com início em 1999, e que este ano deverá
realizar-se pela 10a. vez consecutiva em outubro. A competição é alvo de grande interesse
no meio universitário, com número crescente de estudantes de graduação e
pós-graduação em Engenharia, Física e Ciências Aeronáuticas, atraídos pelo
desafio de projetar e construir aeronaves, em escala reduzida, em conformidade
com o Regulamento da Competição, capazes de superar sucessivas baterias de
testes demonstrando capacidade de vôo controlado, para cargas úteis crescentes,
até as condições limite do projeto.
Para Carlos Alberto Briganti, diretor de Competições
Estudantis da SAE BRASIL, as competições estudantis da associação e da SAE
International possibilitam o aprofundamento técnico do futuro engenheiro, que
passa a ter contato com desafios reais, similares aos que enfrentará depois de
formado. “Independentemente das posições conquistadas, todos os participantes
ganham, porque mais do que construir um veículo, eles aprendem o processo
completo do desenvolvimento de um produto, da concepção até a viabilização do
projeto”, afirma Briganti, ao acrescentar que estes eventos são também
importantes oportunidades para desenvolver nos jovens o trabalho em equipe e a
capacidade de inovação.
Maria do Socorro Diogo
Companhia de Imprensa
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