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A equipe do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas
Gerais (Cefet-MG), nomeada Cefast Aerodesign, conquistou o primeiro lugar na
classe regular da 9ª Competição SAE Brasil AeroDesign, realizada de
4 a 7 de outubro no aeroporto
do Centro Técnico Aeroespacial (CTA), em São José dos Campos (SP).
O avião projetado e construído pela equipe obteve 300,4
pontos na classificação geral após transportar 11,90 quilos de carga útil. Na
classe aberta, a equipe Car-Kará Open, da Universidade Federal do Rio Grande do
Norte (UFRN), sagrou-se campeã ao carregar 22,54 quilos e obter 239,2 pontos.
A disputa, promovida pela Sociedade de Engenharia da
Mobilidade (SAE Brasil) e que reúne estudantes de graduação e pós-graduação de
áreas como engenharia mecânica e elétrica, física e ciências aeronáuticas, avalia
o desempenho de aeromodelos projetados para transportar cargas em condições de
vôo controlado. O objetivo é propiciar a
difusão e o intercâmbio de técnicas de engenharia entre estudantes e futuros
profissionais do setor aeroespacial, por meio de aplicações práticas e da
competição entre equipes.
Além do título, as duas equipes classificaram-se para
representar o Brasil na SAE Aerodesign East Competition, em que o Brasil é
bicampeão na classe aberta e tricampeão na classe regular. A competição, realizada
pela SAE International, reunirá alunos da América do Norte e Europa em abril de
2008, na Flórida, Estados Unidos.
Participaram da competição nacional 60 equipes de diversas
universidades brasileiras, além de três grupos do México e dois da Venezuela.
As equipes brasileiras representaram 11 estados, além do Distrito Federal. Os
aviões foram submetidos à baterias de avaliações em duas etapas: competição de
projeto, na qual as equipes tiveram seus projetos julgados por comissões
formadas por engenheiros da indústria aeronáutica, e competição de vôo, em que
os aviões passaram por sete baterias de vôos para transportar cargas úteis,
simuladas por barras de chumbo.
Na classe regular, as aeronaves foram construídas por
estudantes de graduação e deveriam ter a envergadura da asa com dimensão
limitada, além de utilizar motor padrão de 10 cilindradas.
Na classe aberta participaram estudantes de pós-graduação,
que desenvolveram aviões com mais de um motor até o limite de 15 cilindradas,
sem restrições de envergadura. O objetivo era carregar o maior peso possível na
aeronave. O vôo alcançou em média cinco metros de altitude e todas as manobras
foram feitas por radiocontrole.
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